08.04.2026
Participação de Pesquisadores Brasileiros nas Leituras Humanitárias da RGGU – 2026
Em abril, a Universidade Estatal Humanitária Russa (RGGU) deu início às "Leituras Humanitárias da RGGU – 2026". Merece destaque especial o interesse demonstrado por pesquisadores do Brasil neste importante evento científico, os quais participaram das leituras a convite da Diretora do Centro Internacional Russo-Brasileiro, a Professora Associada L.I. Baturina.
Três professores de universidades parceiras participaram da Mesa Redonda "Manipulação na Mídia: Cognição e Comunicação na Era da Inteligência Artificial", organizada pelo Centro Científico e Educacional de Programas e Tecnologias Cognitivas:
O Professor Adolfo Tanzi Neto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentou um relatório sobre "colonização digital", associada à disseminação de conteúdo digital produzido por empresas globais em países mais pobres do mundo.
A Professora Claudia Lobo, que atua no sistema público de ensino, falou sobre seu projeto "Laboratório de Verificação de Fatos e Combate a Notícias Falsas e Cyberbullying", voltado ao desenvolvimento do pensamento crítico e à promoção de práticas digitais seguras entre estudantes.
O Professor Alberto Tornaghi, do Centro Universitário UNIFASE, participou ativamente da discussão dos relatórios apresentados na Mesa Redonda.
O Centro Internacional Russo-Brasileiro colabora ativamente com o Centro de Estudos do Sul da Ásia, sob a liderança dos Professores Associados A.A. Stolyarov e I.A. Gazieva, bem como com a Universidade Estatal de Direito de Moscou em nome de O.E. Kutafin (MSAL), em especial com o Professor Associado V.A. Machechin. A discussão na Mesa Redonda conjunta concentrou-se em inteligência artificial, direito e casos práticos: "A Disseminação de Fakes Baseados em Redes Neurais nos Países do BRICS e suas Soluções Legislativas". O Brasil foi representado por dois palestrantes:
A Professora Luana Breyer, coordenadora da Faculdade de Direito da Universidade Luterana ULBRA, apresentou um relatório sobre "Expectativas Algonormativas na Era da Pós-Verdade: Estabilidade Democrática em Países Periféricos". Ela discutiu como o sistema jurídico processa a irritação social causada pela comunicação artificial, analisando casos brasileiros reais de uso da inteligência artificial para ativar mentalidades autoritárias de pós-verdade e instrumentalizar o discurso autoritário.
Sofia Dias, estudante de graduação da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), falou sobre a experiência brasileira da abordagem estatal para resolver o problema da desinformação. Pesquisadores brasileiros de destaque na área do direito de gênero criaram e distribuíram, a pedido do governo brasileiro, o folheto "Desinformação: Uma das Dimensões da Violência de Gênero" (2025), que examina o impacto negativo da disseminação de notícias falsas na vida cotidiana em território brasileiro, envolvendo redes sociais, e como essa prática afeta as mulheres simplesmente por sua condição de gênero.
A cada edição, os eventos científicos da RGGU atraem uma participação crescente de colegas brasileiros, indicando uma conscientização cada vez maior sobre a Universidade Estatal Humanitária Russa no Brasil.